Luxo sem Etiqueta

Essa semana uma amiga me mandou um e-mail bastante legal! Como não sou adepto de mensagens encaminhadas, decidi postar aqui. Além disto, a ida ao festival em Gent me fez pensar sobre valores, arte, luxo e o valor devido a todas essas coisas. A história é real: podem conferir no site do Washington Post (http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/04/04/AR2007040401721.html)

É o mundo das aparências, do 'marketismo', da vaidade e do imediatismo. É uma boa reflexão: será que não faríamos igual?


O cara desce na estação do metrô de NY vestindo jeans, camiseta e boné. Encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares (acreditem!). Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de US$ 1,000. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa foi realizada por um dos jornais mais importantes e famosos do mundo: o Washington Post. A intenção era lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura, um artefato de luxo sem etiqueta de grife.

Segue o vídeo da apresentação no metrô:


Boa para pensarmos os valores que damos as coisas, a começar de mim...

Beijos,

David Muniz

Comentários

João Gramacho disse…
Pois é David, eu não sei você ai, mas eu aqui em Barcelona tenho andado muito com pessoas que só se preocupam com o preço e a qualidade das coisas. Nada de marcas!

É diferente! Bastante diferente do que estávamos acostumados a ver em Salvador... outro dia reparei num sapato de um categoria que parecia os tênis da Rainha lá da década de 80! E refleti bastante sobre a nossa sociedade baseada em consumo de marcas e novidades!

Grife aqui (ao menos nos meios onde ando) não vale muito.

Claro: certamente existe uma boa parcela de Barcelona que vive de grifes, dos melhores (ou talvez mais caros) restaurantes, etc. Mas aqui e agora eu sou mais "povão"!

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