O Homem na Arena
A Brene Brown é uma das minhas escritoras favoritas. Já falei dela aqui e continuarei falando. Quando fui internado ano passado, uma das minhas companhias durante o período que fiquei no hospital foi o livro "A Coragem para Liderar". Ela inclusive quem me apresentou o discurso do Theodore Roosevelt, que trouxe em minha última postagem.
Esse discurso é um dos maiores exemplos de coragem e vulnerabilidade que conheço. Quando nos despimos do nosso orgulho e daquela ideia de "o que as pessoas vão pensar?" para corrermos atrás dos nossos sonhos, do que acreditamos e temos como verdade. Quando tomamos um chá de "fuckemal" (é libertador)!
Em uma de suas palestras, a Brené fala sobre alguns pontos chave da vulnerabilidade, e que falam muito comigo. Primeiramente, que o que importa não é ganhar ou perder. O que importa é aparecermos e sermos vistos! Levantar a nossa cauda de pavão. Literalmente colocarmos a cara a tapa. Botar o corpo na rua! Em nossa vida pessoal, familiar, profissional!
Outro ponto trazido pela Brené é nos convencermos de quem queremos ser. E o que eu quero? Quero criar! Quero transformar! Fazer coisas que não existiam antes de tocá-las. Quero trazer um legado para uma humanidade cada vez mais perdida, que parece não saber para onde está indo.
Mas ela também alerta que, ao escolhermos esse caminho, se queremos aparecer e sermos vistos, há apenas uma garantia: que iremos apanhar! Iremos apanhar muito. Nos arrebentar! Principalmente se tivermos o compromisso de mudar, de fazer a diferença. Então devemos decidir neste momento que, se a coragem é um valor que possuimos, isso é uma consequência. Não há como evitar.
Finalmente, a Brené traz um ponto libertador, e chega a ser uma nova filosofia para o criticismo, que tenho quase como um mantra para a minha vida. Sim, um mantra, porque com tantas críticas e sinais de desencorajamento, temos que exercitar diariamente ler e ouvir essas palavras, tomar nossa dose diária de "fuckemal".
O ponto é: se você não está na arena junto comigo lutando contra as críticas e olhares de desaprovação de quem está inerte na platéia, sobrevivendo ao inves de viver, obrigado, mas seu feedback não me interessa! E ponto!

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