Happiness

Bom dia pessoal,

Tudo bom?? Como vocês estão?? Espero que bem! Aqui amanheceu um céu muito bonito, já estava sentindo falta. Não sei se já falei isso aqui, mas nunca quis tanto que o verão chegasse nessa cidade!! É sério!! Outro clima, outro astral! Estou precisando de um solzinho e essas fluorescentes do escritório não são suficientes pra queimar a pele, eheheheheheh.

Ontem, após publicar o post, li uma reportagem bastante interessante, que falava exatamente sobre o que abordei aqui: o que é a felicidade?? Será mesmo que somos capazes de "produzí-la"?? Quais são os pré-requisitos para obtê-la? Riqueza? Amor? Não quero ser redundante, mas o texto fala exatamente do que abordei ontem: a felicidade é atrelada à quem a vive. E concordo plenamente com meu colega Rousseau, ao defender à idéia de que "todo homem é bom até ser corrompido pela sociedade". Agora não concordo com a frase de que "As pessoas felizes em geral são casadas, cultivam muitas amizades e têm vida social intensa". E onde ficam as pessoas introspectivas?? Elas não podem ser felizes??? E nós, solteiros??? Creio que os habitantes de Vanuatu têm a vida social bem menos agitadas que os habitantes de New York ou São Paulo e são tidos como mais felizes, ehehehe. Se bem que eles não vivem no meio de mais de 8 milhões de pessoas, devo admitir, mas discordo totalmente desta frase! Além do mais, sou adepto do ditado: "Antes só do que mal acompanhado"!!!!
Também não concordo que felizes são aqueles que vivem livres de problemas. Todos temos problemas!!! Eu, você, seu vizinho, o presidente, Bill Gates, Brad Pitt, aquele cara que te pede dinheiro todos os dias no sinal. Claro que algumas pessoas muitas vezes dão uma dimensão do problema muito maior do que ele realmente é. Ou acha que depressão ou solidão é um problema mínimo (e que ocorre com muito mais frequência que imaginamos entre os mais abastados). É uma ilusão achar que um dia nos livraremos das dificuldades. Ou adiar planos e sonhos esperando a resolução delas! Acho que esse é um dos motivos que muita gente deixa de viver, na expectativa de que, de um dia para o outro, todas as suas dificuldades sejam eliminadas, como naquele comercial da Petrobras, em que o carro de Fórmula 1 começa a correr e todas as curvas se transformam em um retão infinito. Que graça teria a vida sem as curvas, sem os pit-stops, sem as ultrapassagens, sem as trocas de pneus??? Não quero imaginar a minha vida assim. E nem quero que vocês imaginem as suas também. Já aprendi muito com a vida e quero continuar me aperfeiçoando, até cruzar a linha de chegada!

Sabe o que mais?? O mundo dá voltas!!! Hoje você pode estar no mais fundo buraco e, como diz um conhecido meu: "Quando você acha que está no fundo do buraco, seu amigo joga o pogobol pra você sair de dentro". Não podia deixar de colocar isso, eheheheheh. Amanhã você pode sair dele como se nunca tivesse entrado, sacode a poeira e bola pra frente!!! É muito bom viver assim, sem saber o que a vida nos reserva para o dia de amanhã! Amanhã ela pode nos surpreender com a a glória ou nos colocar em uma armadilha. Cabe a nós sermos fortes para vencer as intempéries e lidar com tudo o que nos é reservado.


Outra coisa que acredito muito é no determinismo (http://en.wikipedia.org/wiki/Determinism). Os deterministas defendem que cada evento, incluindo a ação e cognição humana é determinada uma cadeia de eventos anteriormente ocorridos. Exatamente pessoal!! Não acredito em "milagres" ou coincidências aleatórias. Bom, acho que este tema de determinismo é bem amplo, concordam?? Posso deixá-lo para amanhã!! Vamos voltar à felicidade (!), eheheheh, ou ao tema felicidade. Peço desculpas por não colocar o texto com minhas próprias palavras, prefiro que vocês o leiam na íntegra, com todas as vírgulas e pontos. Tenham todos um ótimo dia!!

Deixo-vos com uma frase clássica minha, que eu adoro: "The world goes round and round, can't you see I'm happy now?"

Ao som de Clay Aiken - Perfect Day

A volta do bom selvagem
A escolha do pobre Vanuatu comoo país mais feliz reabre a questão:o que é felicidade?
Okky de Souza

Desde tempos remotos os pensadores tentam definir o que é felicidade. Para o filósofo grego Aristóteles, felicidade seria a manifestação da alma diante de uma vida virtuosa. Na semana passada, a ONG inglesa The New Economics Foundation contribuiu para esse debate com a divulgação de uma pesquisa que traz o ranking dos países onde as populações são mais felizes. O resultado é surpreendente. Seriam os americanos, donos da nação mais rica do planeta, os mais felizes? Nada disso. Os Estados Unidos ocupam um modestíssimo 150º lugar na classificação. Que tal os italianos, sempre alegres, amantes da boa comida e da boa música? Não passam do 66º lugar. Os brasileiros aparecem um pouquinho melhor na lista: 63º posto. Segundo a pesquisa, feliz de verdade é o povo de Vanuatu, um pequeno arquipélago do Pacífico Sul, agraciado com o primeiro lugar na lista. Vanuatu é um país com 210.000 habitantes que vivem basicamente da agricultura de subsistência – colhem coco, cacau e inhame – e não têm acesso a água potável de qualidade. Apenas 3% da população possui telefone fixo, e a mortalidade infantil é de 54 óbitos a cada 1.000 nascimentos, o dobro do índice brasileiro.

A classificação de Vanuatu no topo do ranking dos países mais felizes se explica pelos critérios usados na pesquisa, que levam em conta apenas três fatores: expectativa de vida, bem-estar e extensão dos danos ambientais causados pelo homem em cada país. Como os vanuatuenses se satisfazem com muito pouco, não sabem o que é sociedade de consumo nem sacrificam o meio ambiente para produzir riquezas, acabaram levando a taça. A definição da ONG inglesa para felicidade, portanto, remete à figura romântica do "bom selvagem" criada pelo filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, que viveu no século XVIII. Rousseau enunciou que "o homem é originalmente bom até ser corrompido pela sociedade". Para a New Economics Foundation, o dito continua valendo. Os critérios utilizados na pesquisa produziram outras excrescências na lista de nações com população mais feliz. Entre os dez primeiros postos estão a Colômbia, país conflagrado por uma guerra civil e pelo narcotráfico, e Cuba, onde a população não tem o que comer e vive oprimida pela ditadura geriátrica de Fidel Castro.

A pesquisa da ONG inglesa surge na esteira de um burburinho provocado atualmente nos meios acadêmicos pelos adeptos da chamada psicologia positiva, cujo objetivo é justamente permitir às pessoas a conquista da felicidade. Psicólogos ligados a universidades americanas respeitadas como a Harvard e a da Pensilvânia pregam uma inversão nas técnicas tradicionais de terapia. Eles induzem seus pacientes a enxergar a si próprios não como um redemoinho de desejos frustrados e violências reprimidas, como ensinou Freud, mas como um repositório de forças positivas e virtudes potenciais capazes de abrir as portas para a felicidade. "Durante muitos anos só os falsos gurus da auto-ajuda escreveram sobre a felicidade. Queremos dar consistência e respeitabilidade a esse tema", diz o psicólogo Tal Ben-Shahar, que ministra o curso de psicologia positiva em Harvard.

Mas, afinal, o que a psicologia positiva entende por felicidade? Não se trata de uma pergunta fácil. "Felicidade é conhecer o melhor de nós mesmos" é uma resposta freqüente. "As pessoas felizes em geral são casadas, cultivam muitas amizades e têm vida social intensa", tenta identificar o psicólogo americano Martin Seligman, autor do livro Felicidade Autêntica, já lançado no Brasil. Nenhuma resposta consegue contornar o fato de que felicidade é um conceito abstrato que provavelmente não tem correspondência no mundo real. Ser feliz significa viver isento de contratempos, o que só parece possível na visão que os religiosos têm do paraíso. "Momentos felizes são efeitos colaterais positivos da vida", define Adam Phillips, um dos mais conceituados psicanalistas ingleses da atualidade. "Mas o sujeito que se encaixasse no perfil ideal dos manuais de busca da felicidade seria um perfeito idiota", ele completa. Para saber o que é felicidade, só mesmo perguntando aos nativos de Vanuatu.

Comentários

.. disse…
Definição complicada. Até mesmo duvido dos critérios utilizados nessa pesquisa, mas não duvido que em Vanuatu existam pessoas muito felizes, pois quanto mais simples é a vida, menos problemas ocorrem para nos deixarem infelizes.
Eu só acredito que felicidade não é algo que se conquista no final de uma jornada ou após a realização de algum sonho. É um sentimento que se vive no dia a dia, a cada minuto, a cada segundo.
Beijos

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